Oficinas da Funarte em Londrina

Terminam nesta quarta (8) as inscrições para o Programa Funarte de Capacitação Técnica, que terá atividades gratuitas de 14 a 17 de agosto

O FILO é um dos parceiros do Programa Funarte de Capacitação Técnica 2018, que está chegando à etapa Londrina. De 14 a 17 de agosto, a Fundação Nacional de Artes realiza a segunda etapa do Programa Funarte de Capacitação Técnica 2018, com oficinas e seminários gratuitos relacionados a várias linguagens artísticas.

Com 20 horas de duração cada, estão previstas oficinas de Artes Cênicas (O corpo em cena, Aprimoramento vocal, Direção cênica, Iluminação cênica e Composição coreográfica), Música (Gestão cultural, História da música brasileira e Trilha sonora) e
Artes visuais (O Feminismo nas artes visuais: construções coletivas; Andejo – Processos de criação em rituais e performance negra, e Conservação preventiva de coleções fotográficas).

As atividades serão coordenadas por profissionais reconhecidos em sua área de atuação, como o diretor de teatro Amir Haddad e o iluminador cênico Jorge de Carvalho.

O preenchimento das vagas se dará por ordem de inscrição. Uma lista preliminar de inscritos será divulgada no dia 10 de agosto. Os interessados deverão também confirmar suas participações no primeiro dia de cada atividade. As inscrições nas oficinas podem ser realizadas exclusivamente pela internet, nos links disponibilizados na página da Funarte (http://www.funarte.gov.br/artes-integradas/oficinas-parana/). As inscrições para os seminários podem ser feitas nos dias e locais de realização.

Também são parceiros na etapa do Paraná a Universidade Estadual de Londrina (UEL), a Casa de Cultura da UEL, o Departamento de Artes Plásticas (DAP – UEL), o Departamento de Artes Cênicas (DAC – UEL) e o Cine Teatro Ouro Verde.

De acordo com a Funarte, a meta do Programa é capacitar cerca de três mil pessoas, entre os meses de julho e dezembro, em sete cidades brasileiras: Goiânia (GO), Londrina (PR), Campina Grande (PB), Belém (PA), Campinas (SP), Fortaleza (CE) e Rio de Janeiro (RJ).

 

* Fonte: Funarte

 

PROGRAMAÇÃO

OFICINAS

Artes Cênicas

14 a 17 de agosto – das 9h às 14h

Direção cênica
Com Amir Haddad – diretor e professor de teatro
Vagas: 20
Local: Cine Teatro Universitário Ouro Verde – UEL
Endereço: Rua Maranhão, 85, Centro.

A oficina abordará os seguintes temas: Ator sem papel; Dramaturgia sem literatura; Desiniciação ao teatro; Introdução ao Pós-teatro; Reflexões Teórico/Práticas sobre as questões que assoberbam o teatro como forma de livre-expressão, no primeiro quarto do 3º Milênio; e Eternamente Jovens, Eternamente Velhos. Shakespeare, Sófocles, Brecht, Molière.

Amir Hadad é diretor e professor de teatro, criador do Grupo Tá na Rua. Seu trabalho tem como objetivo recuperar o “sentido de festa” do teatro e a dramaticidade das celebrações populares, ressaltando os aspectos de pesquisa e de educação que norteiam as buscas do encenador pela transformação do teatro. De forma constante e persistente, Haddad desenvolve núcleos de trabalho – espaços para o progresso de seus questionamentos sobre o ator como indivíduo, o espaço e a dramaturgia. Mantém, ainda, prática permanente como educador. Seus mais recentes projetos teatrais são: A mulher invisível, de Maria Carmem Barbosa; A mulher de Bath, de Geoffrey Chaucer; e Antígona, texto de Sófocles (2016).

14 a 17 de agosto – das 9h às 14h

Composição coreográfica
Com Renato Vieira – diretor artístico e coreógrafo da Renato Vieira Cia. de Dança
Vagas: 20
Local: Departamento de Artes Cênicas (DAC)
Endereço: Avenida Celso Garcia Cid, 205, Centro

A oficina é dividida em duas partes. Com uma breve introdução teórica, passa por um aquecimento corporal, com base em dança contemporânea e outras modalidades (clássico, moderno e jazz). Finaliza com exercícios práticos de criação e uma análise dos resultados. A proposta baseia-se na ideia de que o corpo que dança é energia em constante movimento.

Renato Vieira é Bacharel em Ciências Sociais. Iniciou sua carreira artística no Ballet Dalal Achcar. Diretor Artístico e coreógrafo da Renato Vieira Cia. de Dança, criou peças que receberam críticas elogiosas da imprensa especializada. Coreografou dezenas de espetáculos para o teatro, cinema, programas de TV e escolas de samba. Foi curador, diretor artístico e jurado de diversos festivais e Mostras de Dança em várias cidades do Brasil. Dentre seus últimos trabalhos, destacam-se SamBra –100 anos de Samba; Bem sertanejo; Gilberto Gil, aquele abraço – O musical; e Zeca Pagodinho – Uma história de amor ao samba (2017). Por este último, foi indicado ao Prêmio Cesgranrio – 5ª Edição, em Coreografia e Direção de Movimento.

 

14 a 17 de agosto – das 14h às 19h

O corpo em cena
Com Marluce Medeiros – bailarina e coreógrafa
Vagas: 20
Local: Departamento de Artes Cênicas (DAC)
Endereço: Avenida Celso Garcia Cid, 205, Centro

A oficina propõe o desenvolvimento da consciência corporal, através de atividades que observem os limites, dificuldades, descobertas de padrões e memórias posturais de cada participante, que devem ser utilizadas como facilitadores do aprendizado motor. O objetivo da atividade é possibilitar a construção de um corpo “disponível para o movimento”, com a identificação das tensões e controle do excesso de energia gasto para desenvolver determinada ação, encontrando-se o “momento da dança” de cada um. “O corpo consciente é elemento fundamental para o artista na sua criação e interação com o outro”, diz a ministrante. Seu projeto O corpo em cena tem como proposta iniciar a pesquisa corporal de cada integrante, ajudando no desenvolvimento da sua arte.

Marluce Medeiros é bailarina, coreógrafa e professora, graduada em Educação Física pela Universidade Gama Filho. Atuou como diretora residente, preparadora corporal e assistente de coreografia do espetáculo Bem Sertanejo – o Musical. Ministrou oficinas no sistema Firjan e Sesc. Como bailarina, participou de várias produções em TV, teatro e cinema, além de diversos espetáculos de dança no Brasil e no exterior. Em 2004, fundou o Studio Talento e Arte Escola de Dança, do qual é diretora artística. É assistente do coreógrafo Renato Vieira e preparadora corporal nos musicais SamBra –100 anos de Samba, Gilberto Gil, aquele abraço – O musical e Zeca Pagodinho – Uma história de amor ao samba.

 

14 a 17 de agosto – das 14h às 19h

Aprimoramento vocal
Com Jane Celeste Guberfain – fonoaudióloga e professora
Vagas: 20
Local: Departamento de Artes Cênicas (DAC)
Endereço: Avenida Celso Garcia Cid, 205, Centro
Público-alvo: atores e profissionais que precisam aprimorar seu processo comunicativo.

A oficina propõe a aplicação de diversas metodologias fonoaudiológicas, teatrais e de canto, para o desenvolvimento do trabalho vocal do ator; a vivência de situações de comunicação em público e improvisos, com foco nas necessidades identificadas por cada participante. Além disso,  aborda os seguintes tópicos: a respiração como forma de controle das emoções e melhor rendimento vocal; a composição vocal – aplicação em personagens diversos; e a ação expressiva coordenada da voz com o corpo, visando ao envolvimento do público e em conexão com conteúdo verbal e não-verbal, com “verdade cênica”.

Jane Celeste Guberfain é professora responsável pelas disciplinas ligadas à área de voz da Escola de Teatro da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Fonoaudióloga especialista em voz, é mestra e doutora em Teatro pelo Programa de Pós-Graduação em Teatro da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Unirio. Diretora científica do Estúdio da Voz no Rio de Janeiro, é preparadora vocal de diversos coletivos teatrais como: Armazém Cia. de Teatro, Cia. Milongas e Pandorga Cia. de Teatro. Principais publicações da ministrante: Voz em cena, volumes 1 e 2 (editora Revinter); A voz e a poesia no espaço cênico (editora Synergia e Faperj).

 

14 a 17 de agosto – das 14h às 19h

Iluminação cênica
Com Jorge de Carvalho – iluminador cênico de notório saber
Vagas: 20
Local: Cine Teatro Universitário Ouro Verde UEL
Endereço: Rua Maranhão, 85. Centro

A proposta da oficina é o exercício da arte de observar, fundamento básico para o fazer teatral e à utilização da improvisação como ciência, “comprovada nos workshop do autor Criação de uma iluminação improvisada. Entre os tópicos a serem abordados estão: A síntese da história da iluminação antes da luz elétrica; A descoberta da luz elétrica e seus dois segmentos principais; Iluminação civil e iluminação artística – a diferença entre as duas; Os primeiros artefatos de luz no surgimento da luz elétrica e seus aprimoramentos – tanto nos equipamentos, nos tipos de lâmpadas utilizadas e nas mesas de luz (de analógicas para digitais) computadorizadas, quanto na utilização dos refletores “moving lights” e de led (diodos) –; Iluminação básica para cada tipo de espetáculo e suas particularidades; Considerações relevantes sobre criação de luz.

Jorginho de Carvalho é iluminador cênico e diretor de iluminação, com notório saber. Iniciou suas atividades artísticas no teatro O Tablado. Nos últimos 50 anos, construiu um currículo com mais de 500 “desenhos de luz”, realizados para espetáculos de teatro, ópera, dança, shows, desfiles de moda e exposições. Ministrou oficinas de iluminação cênica por todo o país, por mais de 25 anos. É também responsável pela criação e execução de diversos projetos ligados á sua atividade, para teatros e museus no Brasil.

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Música

14 a 17 de agosto – das 14h às 19h

Gestão cultural
Com Paula Brandão – produtora cultural
Vagas: 40
Local: Campus Universitário / UEL – Prédio do CECA – Sala 673
Endereço: Rodovia Celso Garcia Cid, Pr 445, Km 380 – Campus Universitário – Portal de Versalhes III

O curso traz à discussão as possibilidades da gestão cultural e as especificidades da área da música. A oficina propõe as seguintes questões: “Como ser gestor de sua própria carreira ou do seu grupo? Qual o limiar entre a atuação do artista e do gestor? Como ser gestor cultural no Brasil e quais são seus principais desafios?”. A ministrante observa que essas são perguntas importantes para entender a área cultural, a partir da sua vivência cotidiana.

Paula Brandão é bacharel em produção cultural e em comunicação social. Fundadora e diretora de uma empresa especializada em consultoria, gestão e capacitação cultural, é responsável pela idealização e desenvolvimento de mais de 90 projetos nacionais e internacionais. Atualmente, seu cargo é de diretora de criação e planejamento. Também atua como palestrante e facilitadora de palestras e cursos nas áreas de produção e de empreendedorismo cultural.

 

14 a 17 de agosto – das 14h às 19h

História da música brasileira

Com Luís Filipe de Lima – violonista, arranjador, compositor e produtor musical, jornalista, escritor e professor
Vagas: 40
Local: Campus Universitário/UEL – Prédio do CECA – Sala de Direção
Endereço: Rodovia Celso Garcia Cid, Pr 445, Km 380 – Portal de Versalhes III

O curso vai percorrer a história da música brasileira desde seu início – dos primeiros compositores do período colonial, passando pelos ritmos e gêneros da diversidade musical brasileira, até os dias de hoje.

O carioca Luís Filipe de Lima, nascido em 1967, é violonista, arranjador, compositor e produtor musical, jornalista, escritor e professor. É doutor em Comunicação e Cultura pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com tese orientada pelo Prof. Muniz Sodré, em 2001. Desde 2008, é membro do júri do prêmio Estandarte de Ouro, concedido às escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro. É um veterano colaborador dos Centros Culturais Banco do Brasil, responsável pela curadoria e direção artística de 14 séries de shows realizadas nos CCBBs do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte. Foi responsável pela concepção artística, direção cênica e musical, arranjos, pesquisa e roteiro de apresentaçõs de artistas como Dona Ivone Lara, Elza Soares, Zélia Duncan, Zeca Baleiro, Arlindo Cruz, Leo Jaime, Nelson Sargento, Xangô da Mangueira, Moacyr Luz, Monarco, Paulinho Moska, Jards Macalé, Roberta Sá, Zé Renato, Monica Salmaso, Pedro Luís, Rita Ribeiro, Arto Lindsay, Kassin, Elton Medeiros, Tereza Cristina e Claudio Nucci, entre muitos outros. De 2005 a 2007, dirigiu oito caravanas do Projeto Pixinguinha (Funarte), à frente de artistas como João Bosco, Eduardo Dussek, Jane Duboc, Nei Lopes e Fátima Guedes. É o diretor musical e arranjador de Sassaricando – e o Rio inventou a marchinha, premiado musical de Sérgio Cabral e Rosa Maria Araújo.  Em 2017, ganhou o Prêmio da Música Brasileira como produtor do melhor disco de samba, Samba original, com Pedro Miranda. Desde 2006, tem participado regularmente de comissões de seleção de editais de música lançados pela Funarte e pela Petrobras. Foi Gerente de Música da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro em 2010. Desde 2017 é presidente da Associação de Amigos do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS/RJ), tendo sido vice-presidente da instituição de 2007 a 2016.

14 a 17 de agosto – das 14h às 19h

Trilha sonora
Com Monique Aragão – pianista, compositora e escritora
Vagas: 40
Local: Campus Universitário / UEL – Prédio do CECA – Sala 650
Endereço: Rodovia Celso Garcia Cid, Pr 445, Km 380 – Campus Universitário – Portal de Versalhes III

O curso aborda a música no audiovisual, sua história, os aspectos perceptivos, o processo de criação, aspectos da produção e dicas para músicos que querem entrar nesse mercado.

Nascida em 1960, a carioca Monique Aragão é formada em música pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A pianista, compositora, produtora musical e escritora foi professora da Universidade Federal do Estado Rio de Janeiro (Unirio) entre 1999 e 2001. Deu aulas de interpretação e técnica vocal nos programa televisivo Fama (2002 a 2004). Trabalha como diretora musical e arranjadora de diversos espetáculos teatrais. Apresentou-se nos melhores teatros do Brasil, como pianista solista ou acompanhando artistas da MPB. Atua em produções de TV como produtora musical.

Artes visuais

14 a 17 de agosto – das 9h às 14h

Conservação preventiva de coleções de fotografias
Com Marília Fernandes – Profissional autônoma de conservação (laudos técnicos)
Vagas: 20
Local: Campus Universitário / UEL – Prédio do CECA – Sala Têxtil
Endereço: Rodovia Celso Garcia Cid, Pr 445, Km 380 – Campus Universitário – Portal de Versalhes III

O objetivo da oficina é entender o desenvolvimento tecnológico e os princípios básicos de conservação – acondicionamento, guarda, manuseio e técnicas de higienização. Está prevista na atividade um debate sobre a conservação da fotografia, “do ideal ao tangível”, e sobre formas de preservar uma coleção dentro das necessidades e possibilidades de cada instituição. Também haverá oficina prática sobre os temas abordados.

Marilia Fernandes é mestre em Artes, com ênfase em Gestão de Acervos e Preservação de Fotografias, pela George Eastman House – Museu Internacional de Fotografia e Filme (EUA).  Trabalhou com diversos acervos de arte e cultura, em instituições nacionais e do exterior. Atualmente possui uma pequena empresa, especializada em gestão e preservação de acervos de arte e cultura em geral, e trabalha com conservação de obras de arte para exposições.

 

14 a 17 de agosto – das 14h às 19h

O Feminismo nas artes visuais: construções coletivas
Com Letícia Cobra Lima – aluna do PhD em História da Arte e Arquitetura da Universidade da Califórnia (EUA), e mestra em Artes Visuais pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc)
Vagas: 20
Local: Departamento de Artes Plásticas (DAP) – Casa Branca
Endereço: Av. Juscelino Kubitschek, 1973. Centro

“O feminismo, há pelo menos três décadas, está estabelecido como metodologia em Teoria e História da Arte na América do Norte e na Europa. No Brasil, entretanto, pouco se encontra disponível sobre o tema, em bibliotecas ou na internet, menos ainda em português. O acesso a esse material, ou falta dele, definem o espectro da discussão no país, ainda muito aquém do desenvolvido nas arenas internacionais – afetando a prática e curadoria de arte”, define a ministrante. Ela acrescenta que na oficina serão disponibilizados referências e recursos, através dos quais as(os) participantes “poderão combater estas carências” nas suas práticas em artes, pesquisa, curadoria ou ensino. Adicionalmente, Letícia Cobra Lima entende o curso como uma “arena” de reflexão sobre o estado dos campos da pedagogia, da história e da prática de arte no país, a partir de uma interlocução feminista e das experiências das(os) participantes.

Letícia Cobra Lima é graduada em Design Gráfico pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e em Artes Plásticas pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), além de mestra em Artes Visuais pela mesma instituição. Atualmente, cursa o programa de Ph.D. em História da Arte e Arquitetura da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, investigando intervenções feministas na História e Teoria da Arte e artistas contemporâneas latino-americanas.

14 a 17 de agosto – das 14h às 19h

Andejo – Processos de criação em rituais e performance negra
Com Moyses Patrício – artista visual
Vagas: 20
Local: Departamento de Artes Plásticas / DAP – Casa Branca
Endereço: Av. Juscelino Kubitschek, 1973. Centro

“O caminhar também é uma prática estética”, diz Moyses Patrício. Nesse sentido, a proposta dos encontros é oferecer ao público percursos no entorno do equipamento cultural onde se realiza a oficina; e uma metodologia de criação de rituais artísticos e performances, a partir de caminhadas, vivências e treino com elementos da cultura afro-brasileira, em especial do candomblé.  “O universo criativo negro identifica-se não somente pela presença de intérpretes negros, mas, utiliza- se também, para a concepção performática de um treinamento orientado por referenciais baseados na cultura negra, relacionados ao corpo, voz, interpretação e dramaturgia”, diz o ministrante. Ele diz que esse universo de criação relaciona-se com temas que envolvem questões políticas e sociais, nas quais estão inseridas as pessoas negras. Assim essa é uma oficina de dimensão estética e política, que parte de um “caminhante-artista”, que deseja compartilhar percepções que confrontem e reflitam o seu tempo. Os elementos escolhido para a preparação dos participantes “referenciam-se principalmente o Orixá Esú e seus rituais, estimulando a percepção das potencialidades físicas e expressivas dos participantes, familiarizando-os com o sistema de símbolos e gestos; e com a rica mitologia que as orienta”, conclui o artista. A oficina é aberta para interessados em utilizar-se do “universo criativo negro” para composição de seus trabalhos artísticos e reflexões, e para o público em geral.

Moisés Patrício é artista multimídia, graduado em Artes Plásticas pela Universidade de São Paulo (USP). Trabalha atualmente com fotografia, vídeo, performance, intervenções artísticas rituais, e instalações, em obras que lidam com elementos da cultura latina e afro-brasileira. Entre as mostras das quais participou destacam-se: Metrópole: experiência paulistana, na Pina Estação (Estação Pinacoteca), com curadoria de Tadeu Chiarelli – São Paulo (SP), 2017 –; a Bienal de Dakar, no Museum of African Arts (Senegal, 2016); A nova mão afro-brasileira, no Museu Afro Brasil – São Paulo (SP), 2014 –; e Papel de seda, no Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN)/Museu Memorial Pretos Novos – Rio de Janeiro (RJ) 2014 –. Desde 2006, realiza ações coletivas em espaços culturais no município de São Paulo.

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SEMINÁRIOS

Inscrições nos locais, no dia das atividades (sujeito a lotação)

15 de agosto – 19h

Arte e educação

Palestrantes:
Graziela Kunsch – Artista, educadora, curadora e editora
Priscila Santana – Flautista, oboísta, maestrina e educadora musical

Convidada:
Priscilla Battini Prueter, contemplada no Edital Prêmio Funarte Arte e Educação 2018, com o projeto Fronteiras

Vagas: 60
Local: Campus Universitário / UEL – Prédio do Ceca – Auditório
Endereço: Rodovia Celso Garcia Cid, Pr 445, Km 380 – Campus Universitário – Portal de Versalhes III
Inscrições no local, no dia da atividade (sujeito a lotação)

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16 de agosto – 19h

História da música e história da arte

Palestras:
História da música: Luís Filipe de Lima – violonista, arranjador, compositor e produtor musical, jornalista, escritor e professor

História da arte: Maria Helena Bernardes – artista visual e professora de história e teoria da arte

Vagas: 60

Local: Campus Universitário / UEL – Prédio do Ceca – Auditório
Endereço: Rodovia Celso Garcia Cid, Pr 445, Km 380 – Campus Universitário – Portal de Versalhes III

 

Programa Funarte de Capacitação Técnica 2018

Realização: Fundação Nacional de Artes – Funarte / Ministério da Cultura

Parceria: Universidade Estadual de Londrina (UEL), Departamento de Artes Plásticas (DAP – UEL), Departamento de Artes Cênicas (DAC – UEL), Casa de Cultura UEL, Cine Teatro Ouro Verde e Festival Internacional de Londrina (FILO).

Mais informações: [email protected]

 

2018-08-09T09:07:21+00:00 8 de agosto de 2018|