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Grupo Mungunzá celebrou os sonhos na tarde de domingo
A chuva e o frio não impediram que os londrinenses saíssem de casa e lotassem o Espaço Petrobras na tarde deste domingo, para assistirem ao espetáculo “AnonimATO”, do Grupo Mungunzá de Teatro (São Paulo – SP). Normalmente apresentada nas ruas e transferida para o espaço fechado em função das condições climáticas, a montagem levou para o galpão localizado na Rua Augusto Severo carrinhos de doces e pipoca, pernas de pau, muita música e, em dado momento, uma grande tenda mantida com a ajuda de todos.
Em 90 minutos de espetáculo a companhia paulistana celebrou a arte teatral e convidou a todos a cuidar da utopia. “Quando a gente sonha, o mundo pula e avança”, ensinou um dos personagens.

Foi justamente esta a mensagem que Gabriele Oliveira, 28 anos, levou consigo ao sair do teatro, acompanhada do marido e do filho de dois anos. “Temos que resistir sempre. Não podemos deixar a utopia morrer”, disse, destacando também os elementos cênicos e a musicalidade da montagem.
“Foi um espetáculo político, sensível, afetuoso, maravilhoso”, definiu o estudante Tiago Daniel, de 21 anos. “Saí pensando nos meus sonhos, naqueles que me roubaram, no que eu quero e no que eu não quero. Foi algo que me atravessou”, revelou.
Já a dramaturga, atriz e produtora do Grupo Mungunzá, Verônica Gentilin, falou da alegria de voltar a se apresentar no FILO. “É um festival de uma grande envergadura. Tive a alegria de assistir à abertura, na sexta-feira, e ver o Teatro Ouro Verde lotado. Quero parabenizar os organizadores”, destacou, lembrando que é a segunda vez que o grupo participa do FILO.
Verônica ressaltou que foi um desafio adequar, em termos sonoros, a montagem ao espaço fechado. “Mas ainda assim, a energia das pessoas contribuiu para que fosse uma apresentação muito viva. Ver este espaço lotado fez tudo valer a pena.”