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Atividades formativas gratuitas promoveram a troca de saberes durante o FILO

Oficinas, bate-papos e apresentações didáticas intensificaram a conexão com a arte teatral; Espaço Petrobras foi um dos destaques

01/07/2026


Atividades formativas gratuitas promoveram a troca de saberes durante o FILO
Fotos: Thais Fernanda

Reforçando a vocação de promover a troca de conhecimento entre o público e os artistas, o Festival Internacional de Londrina – FILO 2026 promoveu uma série de atividades formativas gratuitas, de 12 a 28 de junho. Foram realizados 6 bate-papos (com o Grupo Galpão, Grupo Mevitevendo, Alice Ripoll & Hiltinho, Rodrigo Portella e dois com Yael Rasooly após cada apresentação do espetáculo “Edith & Me”), além de 2 oficinas (com Aziz Gual, do México, e Sandra Vargas, do Grupo Sobrevento) e 10 apresentações/ações didáticas na Mostra Nitis Jacon, que lotaram as plateias dos locais onde foram realizadas.

Entre os locais utilizados para a realização das atividades de formação, o Espaço Petrobras era o principal ponto. Instalado num barracão na região Leste, o espaço serviu de palco para espetáculos nacionais e internacionais e como ambiente de troca de informações e conexões.

“Ter um espaço de reflexão e formação num festival como o FILO é essencial por Londrina ser uma cidade onde existem vários cursos de formação, companhias e um histórico de grupos que trabalham com as artes da cena”, destacou Adriane Maciel Gomes, coordenadora das atividades formativas.

Público reunido em atividade formativa no Espaço Petrobras durante o FILO 2026
Fotos: Thais Fernanda

Quem abriu a programação formativa do Festival no Espaço Petrobras, no dia 13 de junho, foi o Grupo Galpão, de Belo Horizonte (MG), no dia seguinte à apresentação de abertura do FILO, com o elogiado “(Um) Ensaio sobre a Cegueira”.

Com plateia cheia, participaram do bate-papo os atores Eduardo Moreira e Paulo André, juntamente com a diretora de produção Gilma Oliveira. O público acompanhou a narrativa da trajetória longeva do grupo, formado em 1982. “Surgimos dentro de um festival, após uma oficina da qual participamos. É muito legal pensarmos nesse percurso, cheio de desafios. Somos um grupo que está envelhecendo junto”, afirmou Moreira.

A produtora Gilma Oliveira ressaltou que a organização do grupo foi um fator importante para se manterem até aqui. “Começamos de forma pequena, mas fomos nos organizando gradativamente, nos profissionalizando, até para concorrer aos editais de incentivo cultural, que são fundamentais para o exercício das ações do grupo”, ressaltou Gilma. Ela também elogiou a organização do FILO por promover atividades que permitem esse intercâmbio de ideias para “pensar a cultura de forma séria”.

Os integrantes do grupo ainda responderam várias perguntas do público relacionadas ao processo criativo da montagem, ao enredo da peça e à experiência de fazer teatro pelo Brasil.

Além da cena – Formada em Artes Cênicas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), a atriz Fernanda Franz Noronha Serpa Bob, de 24 anos, gostou de estar frente a frente com o grupo de teatro que admira há longa data. “É importante conhecer as pessoas além da cena; os bastidores, a trajetória… Para o grupo também é legal ouvir o público, conhecer as histórias da classe artística por onde se apresentam”, pontuou Fernanda. Ela também se apresentou no Festival com o espetáculo “As Três Melancias”, da Cia. Lata D’Água, de Londrina, dentro da Mostra Didática Nitis Jacon.

Participantes de oficina de teatro no FILO 2026
Fotos: Thais Fernanda

O multiartista e produtor cultural Sebastian Vitagliano, 24 anos, veio de Bauru (SP) especialmente para o FILO. Além de ver algumas peças, participou da oficina “Introdução ao teatro de objetos”, com Sandra Vargas, do Grupo Sobrevento (SP), que apresentou “Para Mariela”, no Espaço Petrobras, onde também foi realizada a oficina.

“Foi muito interessante participar da oficina e ver como é a nossa narrativa pessoal que transforma os objetos em cena dentro do conceito de ‘teatro de objetos’”, contou Vitagliano, que estudou Artes Cênicas na UEL.

“Quando a comunidade tem a oportunidade de ter contato com coletivos e artistas de diversas partes do mundo, as possibilidades de referências se ampliam e a construção de cada mundo interpessoal ganha novas ferramentas”, acrescentou. “O FILO é o eixo que une Londrina ao mundo e essa é uma conexão que se deve lutar para continuar acontecendo e se firmando”, avaliou.

(Ana Paula Nascimento / Assessoria de Comunicação FILO 2026)

Festival Internacional de Londrina – FILO 2026

De 12 a 28 de junho

Produção: Usina Cultural

Patrocínio Master: Petrobras – Lei Rouanet

Patrocínio: Prefeitura de Londrina / Secretaria Municipal da Cultura / Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic)

Apoio: Universidade Estadual de Londrina (UEL), Núcleo dos Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil.

Realização: Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, Sistema Nacional de Cultura, Política Nacional Aldir Blanc, Ministério da Cultura/Governo Federal, Paraná Festivais.

PROJETO APROVADO PELA SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA – GOVERNO DO PARANÁ, COM RECURSOS DA POLÍTICA NACIONAL ALDIR BLANC DE FOMENTO À CULTURA, MINISTÉRIO DA CULTURA – GOVERNO FEDERAL.

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